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O que fazer por um ambiente melhor?

Sustentabilidade é dever de toda a sociedade e envolve o desenvolvimento econômico sem prejudicar o meio ambiente

Alarmada com os danos que a natureza vinha sofrendo em razão do crescimento desordenado, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu, em 1972, a Conferência de Estocolmo para discutir o problema. O encontro produziu a Declaração sobre o Ambiente Humano. O documento assinalava que o crescimento econômico do mundo e o uso dos recursos naturais deveriam ser limitados e, antes de mais nada, deveria ser respeitado e preservado o meio ambiente.

A declaração dizia ainda que não apenas as gerações de hoje, mas também as futuras, precisariam ter reconhecido seu direito à vida em um ambiente sadio. Para se ter idéia, hoje, 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável, sendo que a água e o sane- amento básico são dois fatores ambientais primordiais para a qualidade da vida humana.

Em 1987, a ONU retomou o tema, ao publicar o relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. O documento definia a expressão “desenvolvimento sustentável”, também chamada de sustentabilidade nos dias de hoje.

Basicamente, o termo se baseia em três pilares: econômico, ambiental e social. A idéia é desenvolver práticas que beneficiem a natureza e a sociedade, reduzindo os impactos ambientais causados pela ação de empresas e pessoas. Tudo isso sem prejudicar o desenvolvimento do mercado e a geração de riqueza e empregos. Ou seja, é necessário que tudo esteja em harmonia.

O assunto é tão sério que todos os setores da sociedade devem tomar iniciativas para o desenvolvimento sustentável. No Estado de São Paulo, por exemplo, existem a Lei de Proteção aos Mananciais e as Leis específicas das Represas Billings e Guarapiranga. Os textos regularizam a utilização do solo nas margens dos reservatórios de água que abastecem quase 8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Hoje, a responsabilidade social empresarial é uma das principais ferramentas de desenvolvimento sustentável. “Cada vez mais as empresas em todos os setores de atuação precisam pensar o que farão pelo social e pelo meio ambiente, sem se esquecer de gerar renda”, afirma Gladis Eboli, gerente executiva de Mobilização e Comunicação do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Ela ressalta que a implantação de um planejamento sustentável no ambiente de trabalho traz benefícios. As equipes ficam mais motivadas, e os funcionários começam a pensar duas vezes antes de aceitar uma proposta de emprego.

No entanto, adotar uma gestão de responsabilidade social não deve ter como motivação os benefícios próprios, mas sim o impacto social dessas práticas. “Uma doação em dinheiro, por exemplo, não significa que uma empresa é responsável. É preciso pagar os impostos, conscientizar seus funcionários e elaborar técnicas que prejudiquem menos o meio ambiente”, explica o administrador Michel Freller, sócio da consultoria Criando, com foco no terceiro setor.

Entre as dicas que os especialistas dão para os empresários estão: fazer sempre mais pelo meio ambiente, incentivar os funcionários a respeitar a natureza, adotar práticas de reciclagem, reduzir o consumo e o descarte de resíduos e ter uma política ecológica de compras.

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