twitter

Petrobras renova contrato de peças e serviços

Atenta às novas demandas da exploração do pré-sal, a companhia investe no atendimento de suas plataformas

A Petrobras está se organizando para explorar as reservas de petróleo encontradas recente- mente no Brasil. Com o início da produção da

camada do pré-sal, a empresa traçou um novo plano estratégico. Até 2014, a companhia pretende investir 224 bilhões de dólares, o que representa uma média de 44,8 bilhões de dólares por ano. Desse montante, 95% serão destinados ao mercado nacional. Para suportar o crescimento dos seus negócios, ela renovou por mais três anos com a Sotreq o contrato global de peças e serviços para o atendimento aos motores Caterpillar que trabalham nas plataformas off-shore e bases on-shore da companhia.

Segundo Alexandre de Carvalho Quirino, gerente setorial de Contratação de Bens da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos, trata-se de um contrato exclusivo de pós-venda, no qual a Petrobras não está adquirindo novas máquinas, e sim contratando prestação de serviços de manutenção e peças sobressalentes. “Muitas plataformas possuem de cinco a seis motores CAT. Hoje, temos muitos ativos da marca instalados em nosso parque e eles precisam passar por revisões periódicas”, ressalta Quirino.

Com o novo plano estratégico, a meta de produção de petróleo da Petrobras é de 3,9 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia em 2014. Já a projeção para 2020 chega a 5,4 milhões. Os motores CAT impactam diretamente na produção das plataformas porque atuam como geradores de energia das mesmas. Além de responsáveis pela geração de energia emergencial, respondem pelo acionamento das bombas de combate a incêndio, dos guindastes utilizados na movimentação de materiais e dos compressores de gás e ar comprimi- do. Em terra, os motores CAT também são usados em sondas de perfuração terrestre. Ou seja, desempenham um papel fundamental no funcionamento das plataformas de petróleo da Petrobras.

Com o passar dos anos, a parceria entre as duas empresas vem se fortalecendo. Já foram três contra- tos consecutivos. Quirino conta que havia um contrato fechado para atender à Bacia de Campos que abrangia cerca de 3 mil peças. Com a mais recente renovação do acordo, a área de atuação da Sotreq aumentou: além da Bacia de Campos, são atendidas também as Bacias do Espírito Santo e de Santos. Agora, o contrato abrange em torno de 22 mil itens. Hoje, existem 195 motores CAT nas unidades de operação da Petrobras nas quais a Sotreq atua. A manutenção de todos foi incluída no contrato, evitando as spots, ou seja, as compras de peças extras que frequentemente ocorriam.

Soluções Otimizadas

Há três anos, a Petrobras assinou um contrato no valor de 13 milhões de reais. Nos últimos quatro anos, foram gastos cerca de 22 milhões de reais em pedidos com e sem contrato. O novo acordo, de três anos, é de 20 milhões de reais. Assim, a estatal pretende evitar futuros aditivos ao contrato original. “Tudo deve estar incluído no pacote”, afirma Quirino. “Queremos soluções otimizadas, e não mais serviços pontuais. Acreditamos que é possível melhorar o fluxo do processo, que fará a diferença no final das contas.”

Diego José de Almeida Mendonça, administrador da Petrobras e responsável pela renovação do contra- to, acrescenta: “Numa empresa do porte da Petrobras, as compras spots devem acontecer apenas para itens de consumo não continuado. Para os casos em que há consumo continuado, a melhor estratégia é a celebração de contratos de fornecimento global. Dessa forma, garantimos maior confiabilidade na entrega e redução de preços pelo ganho de escala”, diz. “Por isso, busca- mos fechar contratos de longo prazo, a fim de estreitar relacionamentos e trabalhar junto com o fornecedor. O segredo para uma boa parceria está nessa proatividade. Assim, a relação acaba trazendo segurança aos dois lados. A Petrobras poderia simplesmente ir ao mercado externo e comprar. Mas a política da companhia é trabalhar e fomentar o mercado nacional.”

Para Mendonça, houve um cuidado ainda maior do segundo para o terceiro contrato. “Todas as necessidades da Petrobras foram listadas detalhadamente: o que a gente consome, a quantidade e a periodicidade do nosso consumo. Isso comprova o nível de responsabilidade e envolvimento com a Petrobras”, afirma.

Se hoje os motores CAT são aplicados na geração de energia secundária da plataforma, futuramente serão responsáveis pela geração da energia principal. Em dezembro do ano passado, foi assinado outro contrato para o repotenciamento dos motores de algumas plataformas, ou seja, para a troca dos antigos modelos por novos. Com essa alteração, os equipamentos passarão a responder pela geração principal das plataformas da Petrobras. Ao todo, são 12 motores que entrarão em operação até 2012.

Leia a matéria completa:
download revista elo

Comments are closed.