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Pedreira da Serra extrai granito para construção

Com pás carregadeiras e escavadeiras, o consórcio explora material para construtoras de Cuiabá/MT

Até três anos atrás, todos os edifícios de Cuiabá/MT eram construídos com a utilização de brita de calcário. Mas o ótimo momento da construção civil na cidade fez a demanda por brita de granito – muito mais resistente e difícil de extrair – aumentar exponencialmente. “É uma demonstração do amadurecimento do setor em Mato Grosso”, afirma Renato Marine, sócio proprietário do Consórcio Pedreira da Serra, que há dois anos vem se desdobrando para atender à crescente demanda de granito na capital do Estado.

O consórcio explora uma imensa área localizada na Serra de São Vicente, localizada no município de Santo Antônio do Leverger, a 55 quilômetros de Cuiabá. Para extrair o granito e entregar o material refinado às construtoras, ele opera com quatro má- quinas Caterpillar.

“Temos duas escavadeiras 320C, uma pá carregadeira 938G e outra 924G. Com elas, conseguimos uma produção de 30 mil a 40 mil toneladas por mês”, afirma Emerson Rocha de Góes, encarregado geral da Pedreira da Serra. “Nossa meta agora é aumentar esse número, porque a demanda foi alavancada principalmente pelas obras visando à Copa do Mundo de 2014.”

Cuiabá foi escolhida para ser uma das 12 cidades-sede da competição e precisa estar com tudo pronto antes da Copa das Confederações de 2013, uma espécie de ensaio geral para a competição principal. “Hoje, toda nossa produção vai para Cuiabá. A cidade está virando um canteiro de obras”, diz.

Segundo Emerson, a pedreira tem condições de em pouco tempo elevar a oferta atual de granito para a construção civil. “Para atingir esse objetivo, vamos adquirir mais quatro equipamentos CAT e acrescentar um segundo turno de trabalho”, revela. Também está nos planos da pedreira a aquisição de duas es- cavadeiras 336D e duas pás carregadeiras 950H.

Emerson conta que os novos equipamentos vão agilizar as atividades do consórcio, porque poderão levar mais granito em menos tempo. “São modelos feitos para um trabalho mais pesado. Assim, vamos otimizar a produção e aumentar os lucros.” A aquisição das máquinas mais a introdução de um turno poderão elevar a produção para 50 ou 60 mil toneladas/mês.

Renato Marine elogia a funcionalidade dos equipamentos: “O consórcio sempre optou pelos modelos da CAT porque nunca tivemos nenhum tipo de problema. As quatro máquinas foram utilizadas na limpeza e na terraplenagem da pedreira da Serra de São Vicente”, afirma. Hoje, as máquinas se dividem na jornada de carregar granito na pedreira. Todos os dias, elas transportam 1,3 mil toneladas de material bruto, que são jogadas nos trituradores. Em seguida, o granito já moído é descarregado nas caçambas dos caminhões, pronto para ser transportado para as construtoras.

A durabilidade dos equipamentos é outra qualidade apontada pelo proprietário do consórcio: “O desgaste das máquinas é muito maior para extrair granito, bem mais pesado que o calcário. É preciso um equipamento que não me deixe na mão, caso contrário, nem vale a pena”, salienta. Expor a frota a condições tão adversas requer uma manutenção impecável. O consórcio conta com o Programa de Manutenção Preventiva (PMP) para as quatro máquinas. Com revisões em dia e reposição rápida de peças, elas estão sempre disponíveis para realizar as tarefas mais pesadas, como as executadas na pedreira.

A força do granito

Muito usado em Cuiabá nos últimos anos, o calcário está sendo deixado de lado na medida em que o mercado torna-se cada vez mais exigente. “Extrair calcário é fácil, mas ele não resiste bem ao calor e pode comprometer uma obra. Já o granito é mais difícil de obter, mas seu preço no mercado final com- pensa para quem decide explorá-lo”, explica Renato.

O granito começou a ser explorado há pouco tempo em Cuiabá. Há menos de cinco anos não havia pedreiras na Serra de São Vicente. Hoje, já existem três. A estimativa de Renato é de que existam mais de 1,3 bilhão de metros cúbicos desse mineral na serra. “É possível explorar esse local por mais 8 mil anos”, brinca.

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