Oregon quer aumentar extração
Alto valor no mercado estimula o maior garimpo de mato Grosso a investir na produção de ouro
Observar a distância os trabalhos do garimpo na cidade de Poconé quando era motorista de caminhão, na década de 80, era como projetar o futuro que o aguardava. Enquanto percorria as estradas de Mato Grosso, o empresário Sérgio França não imaginava que a atividade nas minas pudesse levá-lo tão longe. Hoje, aos 52 anos, o excaminhoneiro é proprietário da Oregon Mineração, o maior garimpo de ouro do Estado. Ele controla um grupo que se divide em diferentes setores, mas sua maior paixão é mesmo a extração mineral.
A 102 quilômetros de Cuiabá, Poconé é considerada o portal do Pantanal mato-grossense. A atividade do garimpo impulsiona a economia da região, habitada no passado pelos índios beripoconés, que inspiraram o nome da cidade. A descoberta de minas de ouro trouxe os primeiros garimpeiros espanhóis a partir de 1777. Desde então, a atividade de realizada manualmente pelos primeiros colonos evoluiu bastante, o que trouxe sobrevida à explora- ção aurífera da região.
Atualmente, o ouro é pouco perto do que já foi no passado, mas Mato Grosso desponta como detentor de excelentes reservas de ferro, manganês, níquel e cristais de rocha. Graças ao incremento de novas tecnologias de extração, a produção estadual de ouro saltou de 740 mil quilos, em 2001, para 6,8 mil toneladas, em 2009. Em uma década, o crescimento médio mensal da produção passou de 80% ao mês.
Diante desses números, Sérgio França mira o futuro. Desde que começou a gerir o garimpo, em 1984, ele só investe em equipamentos Caterpillar. "Sempre acreditei ser a melhor opção por dois mo- tivos primordiais: o preço das peças e sua entrega imediata, e os prazos satisfatórios na hora de adquirir um novo equipamento", afirma. No garimpo o empresário tem cinco máquinas que operam 24 horas ininterruptamente. Quatro escavadeiras se revezam no trabalho de abrir as ca- vas: uma 330DL e três 336DL. Elas perfuram o solo até 100 metros de profundidade. A terra escavada vai para o depósito com a ajuda de duas pás carre- gadeiras 924HZ. De lá, seguem até o moinho e de- pois as carregadeiras mais uma vez entram em ação para transportar o material para as centrífugas. Dia- riamente, é moído o equivalente a 400 caminhões de 16 toneladas de terra no garimpo.
Aproximadamente cem funcionários se dividem no trabalho de perfurar o chão, carregar a terra e separar as pepitas de ouro. "O ouro já foi mais abundante no passado. "Graças ao alto valor da commodity no mercado, ainda vale a pena fazer a exploração", afirma Fernando Aranha, gerente ad- ministrativo do garimpo.
Todos os equipamentos da Oregon estão co- bertos pelo Programa de Manutenção Preventiva (PMP), que prevê uma revisão completa a cada 2 mil horas trabalhadas. "Alguns equipamentos já estão se aproximando dessa marca. A 336DL, por exemplo, encontra-se com 1,8 mil horas", diz Fer- nando Aranha. Sérgio França conta que os técnicos da Sotreq estão sempre disponíveis. "Basta acionar um profissional da empresa para ele estar aqui no dia seguinte", explica. No momento, o empresário almeja aumentar a produção e, ao mesmo tempo, perder menos tempo na escavação. Para isso, o gru- po está adquirindo mais duas escavadeiras 336DL e uma pá carregadeira 924HZ. "Com elas, poderemos elevar ainda mais nossas metas", revela.




