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Construindo Belo Monte

Qualidade de equipamentos e alto nível de suporte ao produto foram critérios primordiais na definição dos contratos de parcerias com o Consórcio Construtor de Belo Monte.

As margens do Rio Xingu, no Pará, um grande marco do desenvolvimento na Amazônia será construído: a Hidrelétrica de Belo Monte. Localizada nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu, a usina deve ser a terceira maior do mundo, com capacidade instalada de 11,2 mil MW e geração assegurada de 4,5 mil MW, operando com um reservatório de 516 quilômetros quadrados, conforme levantamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A obra é considerada pioneira no mundo por envolver três sítios distintos (Belo Monte, Bela Vista e Pimental), que separarão a barragem, as casas de força e o vertedouro.

Esses sítios fomentarão a capacidade da usina, que é considerada elevada por aproveitar uma queda natural de 90 metros localizada entre o município de Altamira e a volta do Rio Xingu. Em abril de 2010, o Consórcio Norte Energia venceu o leilão da usina com a proposta de iniciar as obras ainda em 2011 e as metas de ativar a primeira turbina em 2015 e operar com capacidade total em 2019. Toda essa movimentação deve gerar cerca de 25 mil empregos na região Centro-Oeste do Pará.

Para atender a construção em sua integral extensão, o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), contratado pela Norte Energia para a realização da obra, investiu pesado na montagem de um parque de equipamentos para uso nos canteiros dos três sítios. Em março de 2011, o consórcio anunciou parceria com a Sotreq, revendedora dos produtos Caterpillar.

Os equipamentos da linha amarela constituem-se de escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, motoniveladoras, caminhão fora de estrada, carregadeiras de rodas, retroescavadeiras, rolos compactadores e telehandlers. Para Giancarlo Bastiani, gerente da Sotreq em Altamira, houve uma negociação intensa entre os principais fabricantes de equipamentos pesados, principalmente por causa do tamanho do empreendimento e do volume de equipamentos. “Contudo, além da qualidade CAT, o grande diferencial, na decisão de aquisição dos equipamentos, foi o reconhecido alto nível do suporte ao produto oferecido pela Sotreq”, destaca.
É o que ratifica Cláudio Marquetti, diretor de Equipamentos do CCBM. “Os equipamentos da linha amarela foram comprados da Caterpillar via seu revendedor Sotreq. Adquirimos unidades fabrica das no Brasil e importadas. A opção pela linha Caterpillar foi decidida por um comitê formado por representantes da área de equipamentos das consorciadas”, afirma. “Observamos bastante a experiência das empresas candidatas com a utilização e o acompanhamento da performance de equipamentos da linha amarela. Outros fatores relevantes em nossa decisão foram a proposta comercial, os prazos de entrega e, principalmente, os serviços de pós-venda que serão prestados pela Sotreq na obra e nas frentes de serviço”, explica.

ACOMPANHAMENTO

Os equipamentos serão entregues em lotes, de forma gradual, segundo o cronograma consolidado com o CCBM, obedecendo à necessidade de mobilização e as exigências do projeto. De acordo com o gerente-geral regional da Sotreq Ribamar Nóbrega, metade da frota tem entrega prevista para 2011 e o restante até o fim de 2012. “É motivo de muito orgulho para nós sermos um dos principais fornecedores de um empreendimento tão importante para o Estado do Pará e para todo o Brasil”, afirma Nóbrega.

O transporte dos lotes está sendo feito pelo próprio consórcio, numa logística que envolve estradas e rios da Amazônia. “Transportaremos por via terrestre do local de origem até o Porto de Belém. Da capital paraense, os equipamentos seguirão em balsas por via fluvial até o porto do município de Vitória do Xingu. O primeiro lote já está no canteiro de obras”, detalha Marquetti. A manutenção das máquinas é um ponto-chave para o consórcio. “Vamos usar bastante os serviços de manutenção do fabricante por meio da Sotreq. Utilizaremos os manuais do fabricante e seguiremos as políticas de manutenção das empresas consorciadas. Utilizaremos também o programa de gestão de frota desenvolvido pela empresa líder, a Andrade Gutierrez”, afirma o diretor.

Para proporcionar um atendimento mais qualificado e especializado às máquinas Caterpillar, a Sotreq abriu, em meados de agosto, uma filial provisória na cidade de Altamira, que já conta com um amplo estoque de peças e componentes estratégicos, além de um setor completo de montagem de mangueiras. A meta é ter, já em 2012, uma filial completa com estoque de peças, oficinas de pequenos reparos em componentes e equipamentos, área de reforma de material rodante e caldeiraria, laboratório de análise de óleo, centro de monitoramento de equipamentos, cabine de pintura, área de remanufatura de filtros de ar, rental store para aluguel de máquinas e equipamentos diversos, entre outros espaços totalmente integrados. O projeto já foi concluído e os serviços de terraplenagem iniciados. A filial terá 7 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 27 mil metros quadrados. “Contaremos também com uma estrutura avançada de atendimento em todos os sítios e um laboratório de análise de óleo, que processará todas as amostras coletadas e enviará ao CCBM, por meio eletrônico, os relatórios e interpretações”, diz Bastiani. O laboratório terá capacidade de executar a gestão de fluidos em tempo real, com capacidade estimada em 900 amostras ao dia, contabilizando 18 mil amostras ao mês.

Para garantir o funcionamento da estratégia baseada no monitoramento de condições e em ações preventivas, a Sotreq contará com uma equipe especializada em inspeções, que terá como apoio as informações provenientes de diferentes fontes técnicas: programa de gestão de fluidos; programa de controle de contaminação; avaliação de dados dos computadores de bordo retirados durante inspeções com uso do equipamento Electronic Technician (ET); sistema de automação e controle da lâmina para motoniveladoras 140M – AccuGradeTM Laser –, que aumenta a precisão e produtividade do trabalho de nivelamento; processos de manutenção elaborados para atender à frota com alta utilização; inspeção especializada; suporte para utilização de ferramentas de desgaste e material rodante; e Product Link – sistema de monitoramento de condições integrado.

Segundo Giancarlo Bastiani, o atendimento aos equipamentos apresentará uma estrutura remota montada em módulos e contará com veículos de suporte especializados para manutenções preventivas e corretivas. A estrutura de serviços, com técnicos e suporte às operações, será dimensionada considerando a quantidade de equipamentos ativos. “O objetivo dessa estruturação é estabelecer uma logística integrada entre os postos avançados e a filial, de forma que esta contribua para uma prestação de serviços em nível de excelência ao projeto”, explica.

Para ampliar ainda mais o suporte aos produtos Caterpillar no Pará, a Sotreq abrirá uma nova filial no município de Benevides, na região metropolitana de Belém, numa área de 160 mil metros quadrados. O início das operações está previsto para 2013.

MÃO DE OBRA QUALIFICADA

Com a diversidade de máquinas de última geração, dotadas de modernas tecnologias que garantem a alta produtividade e a segurança da operação, será necessário um grande efetivo de mão de obra qualificada para a manutenção desses equipamentos.

A Sotreq tem investido em ações que estão resultando no aproveitamento da mão de obra local. A filial da Sotreq de Altamira terá entre 100 e 150 funcionários, uma grande contribuição para a geração de empregos na região. Segundo Bastiani a empresa já vem selecionando e formando pessoal local desde setembro de 2010, quando foi instalada a escola de formação de mecânicos em convênio com o Senai.

Nesse período foram formadas duas turmas de mecânicos, com cerca de 50 profissionais que já estão trabalhando na linha de frente do projeto. “Priorizamos a captação de mão de obra técnica na própria região do projeto. A estrutura, que conta com laboratórios, aulas teóricas e práticas foi fundamental para a formação dos nossos primeiros alunos, que já concluíram seus cursos e hoje integram a equipe de técnicos da Sotreq dedicada ao projeto” declara.

Para dar suporte à frota de caminhões fora de estrada 740B, importados exclusivamente para a obra, a Sotreq investiu na especialização de seus profissionais e organizou, para um grupo de técnicos e engenheiros, um treinamento especial na fábrica da CAT, localizada na cidade de Peterlee, na Inglaterra.

A formação de mão de obra dos operadores também está contemplada no projeto. Além de manter uma equipe focada nas práticas, na formação e treinamento de operadores, a Sotreq e o Consórcio Construtor de Belo Monte investiram em seis simuladores de operação, reduzindo o tempo de aprendizado por meio de software desenvolvido pela Caterpillar.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

A preocupação da Sotreq com a profissionalização local não está focada apenas na formação de profissionais para o seu quadro de funcionários. Em parceria com o Senai de Altamira, o Instituto Social Sotreq (ISSO) desenvolve um curso de 800 horas para formar técnicos mecânicos. A aula inaugural ocorreu no dia primeiro de setembro com uma turma composta por 20 alunos que no futuro certamente serão absorvidos pelo mercado de trabalho local diante da demanda de trabalho existente na região.

Modelos adquiridos pelo CCBM

Caminhões articulados: 740B / 7460 

Caminhão fora de estrada: 772 

Carregadores de rodas: 950H / 980H / 988H 

Escavadeiras de esteiras: 320D/ 320DL / 336DL / 345DL / 374DL 

Telehandler: TL642 n Motoniveladora: 140M 

Retroescavadeira: 416E

Compactadores: CS533E / CP533E / CS76 / 825H / CB14 / CB534D 

Tratores de esteiras: D6T / D8T

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