Liotécnica garante energia na produção de alimentos
Atenta às oscilações dos horários de pico, fabricante reduz custos com energia elétrica e mantém a qualidade de seus produtos
Com 47 anos de existência, a fabricante de ali- mentos Liotécnica é uma das principais em- presas do setor de ingredientes industriais.
Por meio de técnicas de secagem de alimentos como desidratação e liofilização, ela produz condimentos utilizados para o preparo de outros produtos, como sopas, biscoitos e refrescos. A Liotécnica possui três unidades fabris, todas situadas na cidade de Embu das Artes/SP.
Segundo o gestor de Projetos Estratégicos, Eval- do Correa de Assis, a Liotécnica realiza o serviço em suas marcas próprias. São produtos elaborados por empresas, mas produzidos pela Liotécnica, desde o desenvolvimento até a fabricação. "Colocamos até mesmo o rótulo, e ele sai daqui pronto", afirma. "O cliente apenas distribui para o mercado."
A liofilização é uma tecnologia de secagem que se constitui na remoção da água por meio da su- blimação. Ocorre quando o alimento que está con- gelado é submetido a condições de pressão muito baixas. Para isso, ele é colocado dentro de câmaras de onde o ar é removido, criando a condição para a sublimação da água, ou seja, ela passa de seu es- tado sólido para o gasoso sem oxigênio. Tudo isso para preservar as características nutricionais do ali- mento. "A liofilização é um sistema de desidratação muito evoluído", afirma Assis. "Seu produto final tem alto valor agregado, pois mantém mais vitami- nas e proteínas no alimento."
Com esse procedimento tão minucioso, é im- prescindível que a empresa não enfrente falhas no fornecimento de energia. Segundo Assis, mesmo pequenas quedas podem causar a inutilização de toda a produção caso aconteçam durante o proces- so de vácuo. "O alimento vai absorver umidade e fica impossível processá-lo novamente", explica. Dependendo do ponto em que o processo para, a água volta para o produto, de forma que o alimento vira um melaço que gruda em todo o equipamento. "Nesse caso, temos de abrir a máquina para lavar e perdemos muito tempo de trabalho", diz.
Instalada numa região com oscilações de ener- gia, a Liotécnica decidiu, em 2009, adquirir grupos geradores para auxiliar no processo. A escolha re- caiu em duas unidades da linha Olympian, modelo GEP-750 carenados e silenciados, com 750 kVA stand-by cada. Segundo Carlos Pereira, supervisor de Vendas Olympian da Unidade de Negócios de Energia da Sotreq, a empresa apoiou a Liotécnica durante o projeto e forneceu, além dos grupos ge- radores, o sistema de transferência e a instalação dos produtos. Além disso, a viabilização financeira do investimento foi realizada pela CAT Financial, por meio da Sotreq. "Eles entraram em funcionamento em junho de 2010", revela Assis. O investimento va- leu a pena. Em pouco menos de um ano, os grupos geradores garantiram uma economia média de 35 mil reais por mês, já descontando seus custos ope- racionais. "Com a redução de custos, o gerador se pagará em dois anos e três meses", calcula Assis.
Durante três horas diárias, os equipamentos en- tram em operação para substituir a energia forneci- da pela concessionária no horário de pico. "Nossa produção é 24 horas, mas usamos os geradores en- tre 17h30 e 20h30", afirma Assis. Com 1,5 MVA de capacidade total, os dois equipamentos alimentam todos os departamentos de duas fábricas da Liotéc- nica. "Hoje, o sistema realiza a transferência em rampa em média tensão, que demonstrou ser a con- figuração mais interessante, porque atende a todos os setores das unidades", ressalta.
Em caso de queda de energia pela concessioná- ria, os grupos geradores entram em funcionamento automaticamente. Seu tempo de resposta é de até 30 segundos. Como estão ligados em paralelo com a concessionária, não há uma segunda "piscada" na hora em que a energia volta. "Adotamos o proce- dimento de manter os geradores funcionando por 15 minutos após a volta da concessionária, a fim de prevenir possíveis oscilações na rede", diz Assis.
A Liotécnica mantém com a Sotreq um contrato de manutenção que compreende visitas mensais, nas quais são realizadas as manutenções preventi- vas dos geradores. "A ideia é manter o equipamento de forma adequada, minimizando a necessidade da manutenção corretiva", afirma. Já existe um estudo para instalar mais dois geradores com as futuras ampliações das fábricas. "Nosso projeto de amplia- ção vai até o fim de 2012", adianta.




