Usinas querem mudança nas regras para a venda de energia excedente

Usinas querem mudança nas regras para a venda de energia excedente

Setor estima que venda no mercado livre aumentaria produção e faturamento

 

As associações que representam as usinas a biomassa estão propondo mudanças nas regras para a comercialização da energia produzida acima do limite fixado pelo governo. O setor quer negociar o excedente no mercado livre, ou seja, com as grandes indústrias. Isso proporcionaria um ganho no faturamento, para viabilizar novos investimentos. 

 

O vice-presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Newton Duarte, afirma que as regras atuais, que só permitem a venda do excedente no mercado de curto prazo, inviabilizam os investimentos. Com a flexibilização das normas, o setor estima que a produção poderia aumentar, em média, 10%. 

 

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) endossa as mudanças nas regras, na pauta desde 2016. A alegação é de que os agentes do setor não pagam pela energia negociada no ambiente de curto prazo e que o rombo chega a R$ 7,3 bilhões. 

 

A Cogen estima que, com as mudanças, seria possível produzir 1.440 gigawatts adicionais ainda em 2019 e que a venda no mercado livre representaria R$ 200 milhões no faturamento para as usinas. 

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