Unidade de Energia da Sotreq fornece 3 grupos geradores para o Projeto Sirius

Unidade de Energia da Sotreq fornece 3 grupos geradores para o Projeto Sirius

Equipamentos darão suporte energético para a mais complexa infraestrutura científica no Brasil

Maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius, uma fonte de luz Síncrotron de 4ª geração pertencente ao CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas, está em fase de finalização, com previsão de estar totalmente operante em 2020. A Sotreq está presente no projeto, por meio do fornecimento de três grupos geradores do modelo 3412 (1.000 kVA – emergência/stand by), utilizados para fornecer energia elétrica a todo o complexo em caso de falta de energia da concessionária.

“O Sirius, por sua importância e complexidade de operação, necessita de confiabilidade no fornecimento de energia elétrica para seu funcionamento, pois uma pequena oscilação da rede elétrica pode implicar em variação dos resultados. Os grupos geradores da Caterpillar instalados no complexo garantem um fornecimento de energia de qualidade, numa possível falta de energia da concessionária, proporcionando aos pesquisadores resultados satisfatórios”, comenta Aislan Francisquini, consultor de vendas da UNEN - Unidade de Energia da Sotreq.

 

Alta tecnologia

Mauricio Garcia, diretor da Unidade de Energia, ressaltou a importância de fazer parte de um projeto de peso com este. "A produção científica tem um papel crucial para o desenvolvimento do País. Os laboratórios nacionais viabilizam pesquisas que antes só eram possíveis serem feitas no exterior. Ter a oportunidade de participar do maior e mais complexo projeto da ciência brasileira mantém a Sotreq na vanguarda de sistemas de alta tecnologia, garantindo energia confiável ao CNPEM", afirmou.

 

Como funciona o Sirius

O Sirius é formado por três aceleradores de partículas, atuando como uma espécie de "raio X superpotente", ou seja, analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Atualmente, há apenas um laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia.

O Sirius foi projetado para ter o maior brilho do mundo entre as fontes com sua faixa de energia. Esse tipo especial de luz, de altíssimo brilho, é capaz de revelar detalhes dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, solo e ligas metálicas, entre outros.

 

Importante para diversas áreas

Na área de saúde, o projeto permitirá avanços no estudo do cérebro humano, com o desenvolvimento de tratamentos e medicamentos para males como Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas. Também poderá melhorar o diagnóstico por imagens, a eficácia de medicamentos e decifrar estruturas virais para desenvolvimento de vacinas.

Na energia, um dos pontos altos deverá ser o desenvolvimento de baterias com maior duração, menor custo, menores e mais seguras. Isso permitirá uma revolução na área energética, com o aproveitamento de diferentes fontes de geração de energia. Também poderá auxiliar no melhor aproveitamento de biomassas para geração de energia.

Já na agricultura, o grande desafio será descobrir com exatidão o funcionamento do solo, os mecanismos de absorção das plantas e melhor aproveitamento de insumos e de controle de pragas. Isso será essencial para aumentar a oferta de alimentos e garantir segurança alimentar para a população mundial.

Na exploração de óleo e gás, o estudo de rochas e do movimento e absorção do petróleo pode reduzir os custos e aumentar a produção em áreas como o pré-sal.

 

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