Máquinas para o agronegócio são apostas do mercado

Máquinas para o agronegócio são apostas do mercado

Abimaq prevê 10% de crescimento em vendas de máquinas e implementos agrícolas em 2019 

 

O setor agrícola, que no ano passado respondeu por 34,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), representa para a indústria de máquina atualmente o equivalente a 20% a 30% do total comerciado - cinco vezes mais do que 10 anos atrás. E as expectativas são de crescimento contínuo e gradual. De olho nessa demanda vigente, a Caterpillar investiu em novas máquinas que visam atender às necessidades do homem do campo, onde exige-se cada vez mais tecnologia. 

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estima que, em 2019, a vendas de máquinas e implementos agrícolas devem crescer 10%, se comparado a 2018, impulsionado por fatores como câmbio, disponibilidade de crédito e produtividade das lavouras. “O agronegócio continua pujante e a capitalização dos agricultores de forma geral é muito boa”, afirma Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, sobre a perspectiva do aumento nas vendas no segmento. 

Em 2018, as vendas de máquinas e implementos agrícolas foram 12% maior quando comparado a 2017. “Tivemos uma excelente rentabilidade dos agricultores, principalmente na soja e algodão, bem como maior disponibilidade regular de recursos para investimento durante todo o período, além do câmbio favorável”, afirma Pedro. 

Atentas a essa demanda, algumas empresas que atuam na área estão investindo em novidades. Uma das primeiras máquinas desta nova geração foi lançada (com sucesso) durante a Agrishow, em Ribeirão Preto: a Carregadeira Cat® 914K Ag Handler 

“Foi pedido uma carregadeira simples e muito versátil, ou seja, ao ponto de conseguir fazer não somente as atividades de apoio, como o carregamento simples de feedbags ou com a caçamba. O desafio era fazer uma máquina que também fosse produtiva, que pudesse trabalhar em diferentes culturas, a exemplo do carregamento dos fardos de algodão”, disse a gerente comercial dos segmentos de construção leve e agricultura da Caterpillar, Renata Farina. 

Ainda segundo ela, do ponto de vista dos operadores, eles relatavam que sentiam muito cansaço - a facilidade de operação é muito importante. “Nosso conceito é: máquina simples, de fácil manutenção, que possa ser atendida no campo, com um bom suporte de produto, fácil de operar.” 

Expectativas positivas para o setor 

Paralelamente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou o levantamento de que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deverá crescer 2% em relação a 2018. Ainda de acordo com a instituição, agronegócio ficou estável no ano passado, com recuo de 0,01% na comparação com 2017, embasando a solidez da atividade mesmo em um contexto desfavorável, e o Valor Bruto da Produção (VBP) -  medida de faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira - deverá aumentar em 4,3%. 

Assim sendo, o otimismo para a safra nacional de grãos 2018/2019 é grande. Em números, de acordo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em março, deverá alcançar 233,29 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 2,5% (5,61 milhões de toneladas a mais) em comparação com o período anterior 2017/18 (227,67 milhões de t).