Locar moderniza frota para atuar no mercado maritime.
Prestadora de serviços em várias áreas, a empresa investe também na aquisição de motores para aplicar em suas embarcações.
Uma das maiores empresas da América Latina no segmento de movimentação de cargas horizontais e verticais, a Locar Guindastes e Transportes Intermodais fechou 2009 com uma receita operacional bruta de 310 milhões de reais. A chave do sucesso encontra-se em um investimento contínuo em equipamentos novos e, principalmente, em tecnologia de ponta. “Para atuar em um setor extremamente competitivo como o nosso, precisamos comprar máquinas modernas e de qualidade”, afirma o diretor de Novos Negócios da Locar, Edson José da Silva. “Isso garante que os serviços sejam executados com mais segurança e os projetos finalizados com baixo índice de equipamentos em manutenção e reparos.”
Nos últimos três anos, a transportadora aumentou a frota de guindastes, renovou a linha de caminhões e comprou motores novos para seus rebocadores. Com o mercado marítimo brasileiro em crescimento, a Locar planeja intensificar a atuação na área. “Queremos desenvolver operações de transporte de peças especiais e dar suporte ao setor em atividades offshore”, revela Marcello Mari, diretor comercial da empresa.
Fundada em 1988 e com capital 100% brasileiro, a Locar conta com 1,5 mil colaboradores, distribuídos na matriz, na cidade de Guarulhos/SP e nas bases logísticas de Contagem/MG, Camaçari e Pojuca/BA, Vitória/ES e Rio de Janeiro/RJ. A empresa desenvolve e presta serviços a vários ramos de atividades: construtoras, usinas hidrelétricas e termelétricas, papel e celulose, indústrias siderúrgicas, metalúrgicas, automobilísticas e petroquímicas.
Bastante diversificada em suas áreas de atuação, a empresa trabalha com transportes rodoviários especiais e excep-cionais, remoção industrial, marítima, plataformas aéreas e gruas, oferecendo mais de 840 equipamentos ao mercado. Em sua carteira de clientes destacam-se empresas do porte da Petrobras, Braskem, Vale, Usiminas e Camargo Corrêa.
A Locar não está medindo esforços para se tornar mais competitiva no mercado marítimo. No fim do ano passado, tinha uma frota com sete embarcações. Hoje, esse número duplicou e todas possuem motores CAT. Em 2005, a empresa comprou e aplicou dois motores 3508B numa embarcação LH1200, responsável pelo lançamento de espias, reboque e suprimento de cerca de 260 toneladas de água potável e diesel. “Depois da aquisição, o consumo de combustível do rebocador diminuiu bastante e sua tração aumentou. Além de facilitar o trabalho da equipe nas viagens, também foi sentida uma melhora significativa nas manobras”, diz Edson José da Silva.
Em 2008, a Locar adquiriu seis motores C32. No ano seguinte, mais três C32 e quatro C18 foram comprados – todos aplicados nos rebocadores da empresa, cuja função é transportar balsas e manobrar navios. Rodrigo Feria, coordenador de vendas do mercado marítimo da Sotreq-Rio de Janeiro, destaca o melhor desempenho das novas embarcações. “Dois rebocadores 15TTE e um 50TTE receberam três motores C32 cada. Dois rebocadores 15TTE serão equipados com dois motores C18 cada. Além de atender às normas de emissões mais restritivas (a EPA Tier II), o modelo C32 A-cert tem faixa de potência abrangente, de 660 BHP a 1.600 BHP, dependendo da aplicação comercial”, diz Feria.
Ao todo, a Locar trabalha com 35 motores CAT. Além das embarcações, os geradores da balsa guindaste e 16 guinchos de cabo de aço utilizam os motores da marca. As embarcações da transportadora estão equipadas com o que há de mais moderno em tecnologia. “O modelo C32 é um motor de última geração. Ele realiza o monitoramento eletrônico das diversas estações de comando de bordo e mantém o histórico de suas operações, facilitando as intervenções de manutenção”, considera Feria.
Para aumentar a competitividade, a Locar anunciou recentemente 100 milhões de reais em investimentos com a encomenda de mais cinco balsas e três rebocadores, que estão em fase de produção. “Em menos de dois anos, investimos em 14 embarcações novas – e vamos aumentar esse número. Os serviços marítimos vão contribuir para o crescimento da companhia e devem representar cerca de 20% da receita da empresa em um intervalo de três anos”, ressalta o diretor de Novos Negócios.


