“O operador precisa se atualizar sempre!”
Funcionário da Harsco Metals Ltda., Wagner Silva, de 29 anos, é operador de máquinas no pátio de escória da ArcelorMittal Tubarão, localizado na cidade de Serra/ES
Eles são especialistas no comando de máquinas de vários tipos. Experientes em escavadeiras, re-tro-escavadeiras, carregadeiras etc., os operadores são fontes de informação importantes para a Sotreq. Sempre atentos aos detalhes de funcionamento dos equipamentos, oferecem sugestões e dão todo o feedback necessário à equipe técnica. Também passam pelos treinamentos oferecidos pela Sotreq para se capacitar no trabalho de uma nova máquina. É o caso de Wagner Silva, que deu a seguinte entrevista para a Revista ELO.
Elo: Como você se interessou pela profissão?
Wagner Silva: Há oito anos, fui auxi-liar na empresa onde meu pai trabalhava como ope-rador de empilhadeiras. Eu admirava demais o trabalho dele, então resolvi tirar minha carteira para tentar operar máquinas. Com a carteira, abracei a profissão do meu pai e hoje opero vários equipamentos.
Elo: Como você aprendeu a operar as máquinas?
Silva: Trabalho na operação de uma escavadeira 324D, mas também já operei empilhadeiras, carregadeiras e até caminhões para transporte de ma–terial pesado que carregam até 30 mil quilos. Aprendi a operar as máquinas fazendo cursos de capacitação que dão orien-tações práticas sobre como utilizar o equipamento.
Elo: Quais são as dificuldades no dia a dia?
Silva: Trabalho até dez horas diárias na operação da máquina dentro do turno de 12 horas. O maior desafio é dar conta do serviço com qualidade. Já carreguei 150 caminhões sozinho em um dia de trabalho. Além disso, operar a máquina em locais estreitos também é difícil. Em muitos casos, preciso lidar com material quente, pois trabalho na área de escória da siderúrgica.
Elo: O operador deve estar sempre se reciclando?
Silva: A capacitação é necessária. Quando fiz um cur-so da Caterpillar para operar carregadeiras, descobri itens que às vezes não utilizamos por desconhecimento. Co-nhe-cer a máquina é fundamental em nossa ati-vidade. Só assim podemos usar os recursos que o equi-pamento oferece. Isso nos dá segurança e pro-dutividade.
Elo: O que um operador deve fazer para executar seu trabalho com perfeição?
Silva: Antes de mais nada, um bom operador deve gostar da profissão. Além disso, ele tem de zelar pelo equipamento e ser um profissional qualificado, o que nem sempre é fácil de encontrar no mercado. E, claro, estar sempre interessado em se atualizar.
Elo: Você já viveu algum fato curioso?
Silva: A primeira vez que operei uma carregadeira 988H foi engraçado e terrível. Eu estava acostumado a operar máquinas pequenas. O operador saiu para jantar e me deixou no comando. Acabei ficando preso em um atoleiro. E ela era a única máquina daquele porte para fazer o serviço do turno. Tive dificuldade pa-ra me livrar do atoleiro antes que o operador retornasse.
Elo: O que é importante na operação das máquinas?
Silva: Usar os procedimentos descritos no manual de segurança. Para quem já está atuando há mais tempo, é bom sempre relembrar essas informações. O operador deve se atualizar e aprender cada vez mais.
Elo: E sua família, o que ela acha da sua profissão?
Silva: Meu menino diz que quer apren-der a operar máquinas quando crescer. Já minha filha, ao ver uma máquina na rua, logo comenta sobre o meu trabalho.


